terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Última mensagem do ano...


"Ingressar num novo ano é como adentrar em outra dimensão de nós mesmos. A vida que se desdobra. A porta se abre e nos brinda com o raiar de um novo dia. 
Cores que já estamos acostumados a ver, mas brilham de um jeito especial, diferente, porque vistas com o olhar de quem olha o verde da vida, que vai nascendo, brotando, desabrochando em recomeço. 
Então, olhamos para trás e despedimo-nos do ontem, do sábado e todos os dias anteriores enquanto o hoje pacientemente nos espera com os amanhãs e todos os dias que virão."


E é com esse trecho de Angella Reis que coloco o último post do ano... Feliz Ano Novo, meus amigos. Até ano que vem!

Fatos sobre livros













Fonte:  http://www-coisadegarota.blogspot.com.br

VNV Nation - Illusion


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Sobre Homestuck

OBS: Cuidado com os spoilers!!!! :)


É uma webcomic, escrita por Andrew Hussie e publicada no site MS Paint Adventures. O nome é bem sugestivo, uma vez que o traço da história é extremamente simplista em boa parte dos painéis. Não é a primeira história publicada no site, ela foi antecedida por Jailbreak (2007), Bard Quest (2007) e Problem Sleuth (2008-2009). Vários elementos e piadas recorrentes dessas "aventuras", como são chamadas, foram incorporados também à aventura mais recente, como é o caso da Midnight Crew (que foi apresentada em Problem Sleuth e teve um papel muito importante posteriormente em Homestuck, inclusive tendo um segmento inteiro da história dedicado a eles).

Mesmo assim, Homestuck foi além dessas obras em muitos pontos. Iniciada em 13 de abril de 2009, é a obra mais longa (tendo mais de cinco mil páginas até o momento), mais complexa, com mais personagens. É, também, a única com painéis coloridos e páginas em Flash, com música. A divisão das partes da história se dá por Atos e Intermissões, como uma peça de teatro (o que é sugerido pelo fato de que, no final de cada Ato / Intermissão, há um painel mostrando cortinas sendo fechadas). Além desse aspecto teatral, há outro, mais forte, que é o de jogo. Tudo é mostrado como se fosse um jogo ou visual novel (o que não deixa de ser o caso), em que você é incentivado a "inserir" comandos à medida que avança as páginas. E como a história gira ao redor de um jogo, é algo que faz sentido. Isso faz com que a narração seja dinâmica, cheia de recortes. Em alguns painéis, inclusive, há jogos reais, animações em Flash nas quais você pode controlar o personagem, interagir com o ambiente e falar com outros personagens. Recentemente, ela começou a ser lançada em livros, comercializados no próprio site da webcomic.


Essa é a parte simples de explicar. Falar da história é algo completamente diferente. Imagine algo que envolve diferentes universos, linhas temporais e mais paradoxos do que você é capaz de contar. Imagine, também, algo que inclua referências a um milhão de histórias diferentes, simbolismos, e que todos eles de alguma forma são relevantes à história. 

O primeiro personagem ao qual somos apresentados (eu não vou chamá-lo de protagonista porque ele divide esse papel com outros) é John Egbert. Você está no quarto dele, e esse é o aniversário dele de 13 anos. É, também, o dia em que ele e seus amigos vão começar a jogar um jogo, que chega pelo correio. A princípio, o que vemos é ele interagindo com o seu ambiente e conversando com os seus amigos através de um cliente de chat. E também aprendemos um pouco mais sobre ele: é um garoto que gosta de jogos, que às vezes tenta programar computadores (embora não seja bom nisso), e que gosta de filmes (filmes terríveis, como é dito na própria webcomic - ele é um grande fã de filmes como Con Air e Impacto Profundo).


O jogo, Sburb, começa de forma até inocente, permitindo que um jogador (servidor) interfira com o ambiente físico do outro (cliente). Uma sessão desse jogo implica que os jogadores atuem como servidores e clientes uns para os outros. Somos, então, apresentados aos outros personagens, a princípio através dos chatlogs deles, e posteriormente acontecem as apresentações de fato.

Assim, somos apresentados a Rose Lalonde (uma garota que gosta de ficção obscura, de escrever e de tricotar), que atua como servidor para John em Sburb. Lembre-se, esse é um jogo que altera o ambiente físico do jogador cliente, e... vamos dizer que ela não é exatamente habilidosa nisso a princípio. Mais tarde, conhecemos Dave Strider, o "coolkid" do grupo, rapper, blogger e fotógrafo amador, e Jade Harley, que mora numa ilha, gosta de horticultura, tem a tendência de dormir em lugares e momentos aleatórios e usa vários elásticos coloridos nas mãos para se lembrar das coisas.




O problema é... Sburb não é nem de longe um jogo tão inocente quanto parece.

Assim que a sessão é iniciada, meteoros passam a ir na direção da Terra, e os quatro jogadores precisam correr contra o tempo para entrar no Medium (em termos simples, o "mundo" onde o jogo se passa) antes que o planeta seja destruído. Os jogadores, então, levam uns aos outros para o Medium, e começam sua sessão, chegando enfim aos seus "planetas" (cada jogador tem um planeta próprio, com missões a cumprir). O objetivo final de cada sessão é muito simples: derrotar o Rei e a Rainha Negros e criar um universo novo. Simples, não? Mas existem regras, que no fim das contas fazem com que incontáveis sessões passadas tenham sido nulas.

Skaia, da qual se diz ter um "infinito potencial criativo", está sobre o Campo de Batalha, onde os reis de Prospit e Derse (dois planetas que orbitam Skaia, e que trazem respectivamente em sua essência as forças da luz e da escuridão) lutam em cada sessão. Prospit está sempre destinada a perder essa batalha. Em cada uma dessas luas, vivem os "dream selves" dos jogadores, alter egos que despertam sempre que a pessoa real dorme. O Rei e a Rainha Negros, soberanos de Derse, são os "final bosses" do jogo.



Como eu disse, o objetivo é criar um novo universo. E isso é feito através da criação de sapos. Sim, eu sei, isso soa absurdo, mas é basicamente assim. Inclua aí alguns toques de ectobiologia e mais paradoxos temporais e essa será uma descrição mais precisa. Mas existem parâmetros a ser seguidos. Cada jogador recebe um "título", que equivale ao "level máximo" a ser atingido no jogo, ou seja, God Tier. Esse título é composto de uma classe e um aspecto. Assim, John é o Heir of Breath, Rose é Seer of Light, Dave é o Knight of Time e Jade é a Witch of Space. E para a criação desse universo, é necessário ter um jogador com o aspecto Space e um jogador da classe Knight.

Com o decorrer da história, somos apresentados a uma outra sessão, com outros jogadores. É a sessão dos trolls, uma raça de alienígenas de pele cinza e chifres, vinda de um planeta chamado Alternia. O jogo foi programado por um deles, Sollux Captor, a partir de tecnologias encontradas em algumas ruínas por uma amiga, Aradia Megido. Ele sabia sobre o jogo, mas mesmo quando tentou deletar a sua cópia, a sessão já havia sido iniciada.


Eventualmente, eles a venceram, mas graças a um erro cometido dentro do universo que eles deveriam criar, não puderam entrar nele, e foram forçados a fugir. A partir daí, as interferências e comunicações com a sessão de John passaram a ser constantes. As duas sessões eram muito relacionadas, quase interdependentes.

É sério, não dá para falar muito mais sem dar spoilers homéricos, e nem posso apresentar todos os personagens plenamente. Em especial os 12 trolls. A sociedade de Alternia é muito diferente da sociedade humana em diversos pontos (mas não todos), e isso tem um impacto monstruoso sobre a história (em especial a partir do Ato 6). No caso dos trolls, cada um deles representa uma cor do hemospectro e um signo, além de métodos de digitação próprios (repetição de certas letras, leetspeak, etc) e ter uma função específica no jogo e, no caso de alguns, poderes especiais. Assim, temos:
  • "Lowbloods", os mais baixos do espectro: Karkat Vantas (Câncer), Aradia Megido (Áries), Tavros Nitram (Touro) e Sollux Captor (Gêmeos).
  • "Midbloods", os que ficam no meio do caminho: Nepeta Leijon (Leão), Kanaya Maryam (Virgem), Terezi Pyrope (Libra) e Vriska Serket (Escorpião).
  • "Highbloods", os do topo do espectro: Equius Zahhak (Sagitário), Gamzee Makara (Capricórnio), Eridan Ampora (Aquário) e Feferi Peixes (Peixes duh). Feferi, estando no topo do hemospectro, é uma espécie de sucessora real.

E a partir daí, tudo pode acontecer. Tudo MESMO. Viagens no tempo constantes, paradoxos, timeframes destinados à destruição, fantasmas, assassinatos, conspirações, pessoas voltando à vida com beijos, vilões surgindo do nada. E temos personagens inesquecíveis, não apenas as crianças e os trolls: os guardiões (o irmão de Dave, a mãe de Rose, o pai de John e o cachorro (!) de Jade), os Exiles (antigos membros dos reinos de Prospit e Derse), a Midnight Crew... e, sim, O PRÓPRIO ANDREW HUSSIE. Ele tem uma versão self-insert na história, que aparece de tempos em tempos e é responsável por algumas das melhores cenas.

A princípio, é difícil entender o que torna uma webcomic tão longa, complicada e inconstante assim um sucesso. Mas, ao se analisar com cuidado cada personagem, é possível ter algumas idéias a esse respeito.

A princípio, são feitas referências constantes à cultura pop. Filmes, cantores, jogos... eles estão todos lá, de diferentes formas, com diferentes papéis. Por exemplo, se você observar as armas na casa de Dave, você irá facilmente reconhecer várias delas, de vários jogos. E o fato de tudo ser narrado como um jogo torna muito fácil para o leitor se identificar com os personagens. Inclusive, em alguns momentos (a partir do ato 6), o andamento da história depende de uma decisão do leitor, ao escolher o ponto de vista de um ou outro personagem para acompanhar primeiro.


Além disso, o público-alvo tem outros motivos para se identificar com os personagens. Eles são adolescentes, jovens normais com gostos normais, que gostam de jogos e de conversar com os amigos. Essa é a realidade da imensa maioria do fandom. E aqui, as amizades virtuais são reconhecidas. Ninguém questiona a amizade que existe entre John, Jade, Rose e Dave, mesmo que eles nunca tenham se visto pessoalmente. Não é diferente para muitos fãs, e na verdade, a webcomic inclusive contribuiu para aproximar ainda mais essas pessoas. É o meu caso, posso dizer que fiz amigos graças a Homestuck, e sou muito grata a isso. Foi a primeira vez em que eu vi esse tipo de relacionamento representado de uma forma tão precisa e agradável, e fico feliz por isso.


E é inegável que é uma excelente história, que não insulta a inteligência do seu leitor, e que surpreende a cada ato, a cada arco. Os personagens são bem-construídos e sólidos. E são todos muito reais, com falhas graves e grandes virtudes. Há momentos hilários (porque, por incrível que pareça, isto ainda é uma comédia), momentos sérios, alguns momentos muito tristes... e cenas de puro epicismo.

Então, o que temos aqui: uma boa história, ótima trilha sonora, uma arte muito boa (sim, nem todos os painéis tem esses "bonecos de palito", muitos são muito detalhados e belos, em especial os cenários), mistérios a serem decifrados... faltou alguma coisa?

Ah, sim. Todos morrem. Alguns mais de uma vez. Alguns múltiplas vezes. E acreditem, isso é o menor dos spoilers.

Óculos Famosos




Vídeo e Letra: Yuki Kajiura - Fairyland


Korte miya fia solte mia
Ibiri mari ara imaria.
Sorte miya fia morte mia
Ibiri mari ara imaria sora.
Sortia lia aria ma kami ia
Kontisa lia samia ha mari arfita.
Kestori ama i mache
Alfa difia itore
Eta ia.

domingo, 29 de dezembro de 2013

5 Razões para não assistir um filme achando que ele será a mesma coisa que o livro

1. Você já sabe disso faz tempo, então por que ainda sonha que um dia isso irá mudar?
 
Infelizmente é assim, vamos ao cinema sempre esperançosos que o que lemos estará lá do mesmo jeito e saímos muitas vezes decepcionados, nem sempre pelo filme não ter sido bom, mas por não ter cenas ou falas que sonhamos ver e ouvir. Harry Potter é um exemplo pra mim, esperei muitas cenas e me decepcionei, as cenas simples foram substituídas por cenas que não me surpreenderam em nada.

2. É muito difícil resumir um grande livro em um filme.

 
Existem livros enormes e mesmo sendo divididos em duas ou três partes, pensamentos e diálogos são deixados de fora, se não fizerem um bom contexto pro filme, entre diversas razões (mesmo que muitas não concordamos).


3. Ao se colocar baseado no livro, você tem que saber que não será igual ao livro. #fato

 
Adaptado, baseado, não importa outros termos, ele não será igual ao livro e pronto. Triste, mas é a realidade.

4.  "Eles" acham que já que você leu o livro, precisa se surpreender de alguma maneira com o filme.

 
 Essa mania "deles" acharem que o que é melhor pra gente é mais real ainda, me lembro de Amanhecer parte 2, quando disseram que teria uma surpresa no final e realmente ela aconteceu, pra mim foi mais emocionante que o livro, então talvez "eles" nem sempre errem.

5. Livro (95% das vezes) é bem melhor que o filme.

 
Livro é livro, então se quiser realmente que um filme seja igual ao livro, veja em sua mente, com sua imaginação, aí você não terá decepções.

Nail Art: Gatos







Cheshire! xD